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Tempo de reconstrução
Era Showa – parte 3
Tempo de reconstrução
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Bomba atômica
Era Showa – parte 1
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Era Meiji – parte 4
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Era Meiji – parte 3
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Era Meiji – parte 1
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Era Edo – Parte 7
Os revolucionários e a queda do xogunato Tokugawa
Era Edo – Parte 6
Popularização de algumas formas de arte
Era Edo – Parte 5
As três fases culturais
Era Edo – Parte 4
Os grandes impérios do Ocidente invadem o Oriente
Era Edo – Parte 3
Fome, revoltas e novas políticas
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Proibição do cristianismo e fechamento dos portos
Era Edo – Parte 1
O início do isolamento japonês
Era Azuchi-Momoyama
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As mulheres que viveram na era das guerras
Era Azuchi-Momoyama
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Era Azuchi-Momoyama
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Nanban Bôeki
Era Azuchi-Momoyama
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Era Nara - Parte 2
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Desenvolvimento japonês
A criação do mundo segundo a mitologia japonesa
O Alvorecer do Japão
Cronologia: As eras no Japão
A criação do mundo segundo a mitologia japonesa

Era Glacial
Cada povo tem a sua mitologia. Porém, ela foi sendo eliminada das salas de aula, pelo fato de não ter uma fundamentação científica. A mitologia japonesa já não consta mais nos livros didáticos da história do Japão publicados após a Segunda Guerra Mundial.
Alguns estudiosos não concordam com essa posição de se banir totalmente a mitologia dos livros de história, acreditando que ela faz parte do desenvolvimento da humanidade. Como exemplo, temos o antropólogo Claude Lévi-Strauss, que atuou como professor na Universidade de São Paulo. Ele explicou racional e matematicamente a lógica da mitologia. Assim, o tema mitologia tem sido reconsiderado sob o ponto de vista de “sistema de pensamento universal da humanidade = pensamento primordial”.
Segundo o professor Masakuni Kitazawa, “a mitologia é expressão da forma como os povos lidavam com a natureza que os cercava, o seu clima, condições geográficas, ambiente e o universo.” Os deuses, os heróis, assim como o espelho, a espada, o corvo, a canforeira, e outros elementos, foram a maneira que os antigos encontraram para codificar racionalmente os seus pensamentos. Ele ainda afirma: “Mesmo que a mitologia seja esquecida pelos seus povos, enquanto o clima, as condições geográficas e o ambiente que os envolve não mudarem também, a lógica contida na mitologia continuará a agir no subconsciente do indivíduo e delinear o pensamento dos povos.”

A criação do mundo
Os deuses começaram a habitar primeiramente em um lugar chamado Takamagahara. Quando chegou a sétima geração desses deuses, o deus chamado Izanagi, ou o Pai do Céu, e a deusa chamada Izanami, ou a Mãe da Terra, receberam do Senhor do Céu uma lança e, sobre uma ponte flutuante do céu (Ama-no-ukihashi), mexeram o mar com essa lança. Das gotas de sal que caíam e se solidificavam, formou-se uma ilha chamada de Onokoro. Os dois desceram até a ilha, escolheram a coluna celeste e construíram um palácio.
Izanami deu uma volta na coluna celeste e, ao ver Izanagi, falou: “Que homem bonito!”. A seguir, Izanagi disse: “Que mulher bonita!”. E assim os dois se tornaram um corpo só e começaram a criar outras ilhas. Porém, quando olharam para elas, perceberam que não estavam muito boas. Então, voltaram ao céu para consultar os outros deuses. Eles explicaram aos dois que não é bom que uma mulher dite as primeiras palavras. Assim, o casal retornou ao palácio e, dessa vez, foi Izanagi quem dirigiu as primeiras palavras à Izanami. Unidos dessa forma, começaram a nascer belas ilhas, uma após a outra. Primeiro nasceu a ilha de Awaji, depois a de Shikoku, em seguida a de Honshu e as demais, totalizando oito ilhas. Além delas, Izanami procriou o Deus da Montanha, do Mar, do Vento, e mais 35 deuses. Ao dar à luz ao seu último deus, o Deus do Fogo, morreu queimada.

O mundo dos mortos
Não conseguindo esquecer Izanami, Izanagi vai até o mundo dos mortos para encontrá-la. Izanami fica feliz e deseja muito retornar à Terra, mas pede a Izanagi para não olhá-la até que o Deus da Morte lhe dê permissão para retornar. Ansioso demais para revê-la, Izanagi quebra a promessa e acaba olhando para sua amada. Qual não foi o seu susto! O corpo dela estava coberto de vermes e com oito tipos de trovão. Assustado, Izanagi começa a fugir. A mulher tenta aprisioná-lo enviando a tropa dos deuses do trovão. Na fuga, Izanagi apanha três pêssegos e atira-os contra os perseguidores, que são afugentados pelo seu poder mágico. Ele fecha a entrada do Mundo dos Mortos com uma pesada rocha que demandaria a força de mil homens para removê-la. Bastante irada, Izanami roga uma praga, dizendo de trás da rocha: “Para me vingar de você, matarei por dia, 1 mil homens do seu país!”. Izanagi retruca: “Então farei com que nasça 1,5 mil crianças por dia!”.

O nascimento da deusa do Sol, Amaterasu
Izanagi purifica o seu corpo maculado por ter ido até o mundo dos mortos, através de outros relacionamentos. Nessa ocasião também nasceram muitos deuses. Por último, enquanto ele lavava seu rosto, do olho esquerdo nasceu a Deusa Amaterasu (a Deusa do Sol) a quem concede o domínio de Takamagahara e, do olho direito nasce Tsukuyomi-no-mikoto, a quem concede o domínio da noite, e do nariz nasce Susano-no-mikoto a quem concede o domínio do mar. Para a Deusa Amaterasu, ele ofereceu um colar feito de pedras. Com o nascimento desses deuses, que fornecem energia para o sol, para a lua e para o mar, dando-lhes vida e movimento, iniciam-se as atividades do universo.
A Deusa Amaterasu é a figura central e de maior importância na mitologia japonesa. Foi ela quem deu origem à família imperial. Ela é cultuada no Templo Ise, pertencente à família imperial. Até antes da Segunda Guerra, os japoneses acalentavam o desejo de visitar o local menos uma vez na vida. Não por ser o templo da família imperial, mas para rezar e pedir por uma farta colheita à deusa Amaterasu, fonte da vida, ao Deus da Água Sarutahiko, e à Deusa dos Cereais, Toyouke.

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