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A Era Kofun
ganhou esse nome em virtude das grandes tumbas antigas do final da Era
Yayoi. Elas estão em Quioto, Nara, Osaka, Okayama, Shimane, Fukuoka,
etc. Como mencionado no capítulo anterior, sabe-se que a rainha
Himiko governou a nação Yamatai mantendo intenso intercâmbio
com a China. A Era Kofun inicia-se depois desse episódio.
A cultura
transmitida pelos migrantes (torai-jin)
A chave para a construção das gigantescas tumbas reside
nos migrantes (torai-jin) que chegaram ao arquipélago japonês
pela península coreana. Acolhidos quando a península coreana
estava em guerra, os migrantes, que receberam cargos de elite na corte
de Yamato, transmitiram a tecnologia da construção de tumbas
e também de grandes templos, além de técnicas de
forjadura, de sericultura, de tecelagem, de cerâmica e outras.
Esse movimento
migratório data desde a época da mudança da Era Jomon
para Yayoi, quando muitos migrantes chegaram ao Japão. Atualmente,
a teoria predominante da origem do povo japonês é de que
ele surgiu da miscigenação do homem Jomon com os migrantes.
A corte
de Yamato
Poderosos clãs construíam tumbas já por volta do
século V, principalmente os clãs da região de Yamato.
O governo era liderado pelo imperador e dividia as funções
administrativas, instituindo o sistema de uji (grupo de pessoas da mesma
linhagem) e de kabane (hierarquia dos clãs regionais que serviam
à corte). Os clãs regionais forneciam produtos da terra
à corte. Os grupos de uji cultuavam os seus deuses, tinham suas
propriedades, controlavam o seu povo e serviam à corte.
Na hierarquia,
existia o equivalente à pária (camada mais baixa do sistema
de castas da Índia). Eram os nuhi, da corte e dos templos, homens
e mulheres escravos vendidos livremente.
No final do
século IV, a corte de Yamato expandiu seu território até
a região de Kara (sul da península coreana), alcançando
poder militar suficiente para guerrear contra nações coreanas
como Kokuri e Shiragi, aliando-se a Kudara.
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Diversos formatos das tumbas antigas
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Tumba
Daisen
A tumba Daisen, do imperador Nintoku, em Osaka, é a maior do
mundo, com 475 metros. Supondo que 6.800 mil pessoas tenham trabalhado na
construção do túmulo, mobilizando 2 mil pessoas por
dia, a obra levaria quinze anos para ser concluída. O montante gasto
é calculado em 79.600 bilhões de ienes. Mesmo com a atual
tecnologia, seriam necessárias 29 mil pessoas, dois anos e seis meses,
com o custo total de 2 bilhões de ienes. |