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Era Showa – parte 4
Tempo de reconstrução
Era Showa – parte 3
Tempo de reconstrução
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Bomba atômica
Era Showa – parte 1
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Era Meiji – parte 6
As mulheres da Era Meiji
Era Meiji – parte 5
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Era Meiji – parte 4
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Era Meiji – parte 3
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Era Edo – Parte 7
Os revolucionários e a queda do xogunato Tokugawa
Era Edo – Parte 6
Popularização de algumas formas de arte
Era Edo – Parte 5
As três fases culturais
Era Edo – Parte 4
Os grandes impérios do Ocidente invadem o Oriente
Era Edo – Parte 3
Fome, revoltas e novas políticas
Era Edo – Parte 2
Proibição do cristianismo e fechamento dos portos
Era Edo – Parte 1
O início do isolamento japonês
Era Azuchi-Momoyama
– (Parte 4)

As mulheres que viveram na era das guerras
Era Azuchi-Momoyama
– (Parte 3)

Batalha de Sekigahara
Era Azuchi-Momoyama
– (Parte 2)

Nanban Bôeki
Era Azuchi-Momoyama
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O início da unificação japonesa
Era Muromachi (parte 4)
Tempos de piratas, comércio e expansão
Era Muromachi (parte 3)
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Era Muromachi (parte 2)
A era dos países em guerra
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Era Kamakura (parte 1)
Consolidação da política dos samurais
Era Heian (Parte 4)
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Era Heian (Parte 2)
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Era Heian (Parte 1)
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Era Nara - Parte 2
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Era Asuka: Um período importante para a arte e cultura
Tumbas: símbolos de poder
Rainha Himiko
Desenvolvimento japonês
A criação do mundo segundo a mitologia japonesa
O Alvorecer do Japão
Cronologia: As eras no Japão
• Era Azuchi-Momoyama – Parte 2
Nanban Bôeki
Comércio com europeus, florescimento de novas culturas e
construção de castelos suntuosos marcaram a época

Na época de Nobunaga e Hideyoshi, floresceram as culturas mais ousadas e luxuosas, criadas por influência das mentes guerreiras dos samurais – classe reinante da época – e também pela cultura ocidental introduzida no país por meio do comércio com portugueses, espanhóis e italianos, o chamado nanban bôeki, ou seja, comércio exterior com os bárbaros do sul, direção em que vinham os navios mercantes. O termo refere-se também ao comércio realizado pelos navios japoneses com os países das ilhas do sul, como Luzon (uma das ilhas das Filipinas), Java (na Indonésia), entre outras. Durante essa era da história japonesa, o comércio foi mantido, principalmente, com os portugueses.

Os europeus traziam ao Japão produtos como sedas chinesas, armas de fogo, pólvora, couro, especiarias e produtos de vidro, e compravam ouro, cobre, enxofre e principalmente prata, que passou a ser extraída em maior volume nesse período. O hábito de fumar também se difundiu e, no início do século XVII, o pé de tabaco passou a ser cultivado no Japão.

Os costumes dos nativos da Europa dessa época podem ser observados em figuras desenhadas nos biombos chamados de nanban byôbu. Há desenhos de caravelas, adestramento de cavalos, aves, outros animais e diversos objetos comercializados no período.

Momoyama bunka (Cultura Momoyama)
As diversas manifestações culturais dessa era são conhecidas como Momoyama bunka. Trata-se de uma época em que a paz foi restabelecida, o comércio se intensificou e os novos daimiôs ascendentes e os comerciantes que se enriqueceram gastaram a sua fortuna para ostentar o seu poder ou a sua riqueza. Foram construídos por diversos daimiôs muitos castelos com belos e imponentes tenshukaku, ou seja, torres que serviam de mirante.

Tanto Oda Nobunaga (1534~1582) quanto Toyotomi Hideyoshi (1537~1598) construíram gigantescos e luxuosos castelos. Nobunaga construiu o Castelo Azuchi-jô, perto do Lago Biwa, na província de Shiga, entre 1576 e 1579; entretanto, a edificação foi destruída pelo fogo em 1582, durante a Revolta de Akechi Mitsuhide.

Hideyoshi, por sua vez, iniciou a construção do Castelo Ôsaka-jô, em 1583, e levou três anos para concluí-lo. Também esse castelo foi destruído em 1615 pelo fogo, durante a guerra que provocaria o suicídio de Toyotomi Hideyori, herdeiro e filho único de Hideyoshi, e de sua concubina, Yodogimi (sobrinha de Nobunaga). Hideyoshi ainda construiu em Quioto o Castelo Jurakudai (1587), que foi destruído posteriormente (1595), e o Castelo Fushimi-jô, também conhecido pelo nome de Momoyama-jô, em 1594, onde o guerreiro viveu seus últimos anos de vida. Com a morte do pai, Hideyori mudou-se para o castelo de Osaka, ficando o castelo de Fushimi sob a guarda de Tokugawa Ieyasu.

Todos esses castelos eram suntuosos e enfeitados com ouro em todos os seus detalhes, com divisórias (fusuma) e biombos pintados com colorido refulgente. Das obras pintadas, destacam-se as de Kanô Eitoku (1543~1590) e Kanô Sanraku (1559~1635), da escola Kanô, que desenvolveu a arte em estilo Momoyama, combinando a técnica de suiboku-ga (sumiê) e de pintura tradicional japonesa (yamato-e). Uma das obras mais representativas de Kanô Eitoku é o biombo Kara-jishi byôbu, com a pintura de dois leões.

O Castelo de Himeji, na cidade de mesmo nome localizada na província de Hyogo, serviu como residência de Hideyoshi na época em que ele ainda se chamava Hashiba Hideyoshi. O Castelo de Himeji – cuja construção foi iniciada no século XIV e finalizada no século XVII – foi reformado e ampliado pelo senhor feudal da Era Edo Ikeda Terumasa, ficando pronto em 1609. A construção de Himeji, também conhecida como Shirasagi-jô, sobreviveu aos bombardeios da Segunda Guerra Mundial e, atualmente, é um dos castelos tombados como patrimônio nacional.

Cha-no-yu e Sen-no-Rikyu (1522~1591)
Enquanto muitos samurais e nobres ostentavam o luxo, Sen-no-Rikyu transformou o cha-no-yu (cerimônia do chá), praticada até então com os objetos requintados importados da China, em apreciação do chá dentro de ambiente de refinada simplicidade, utilizando apetrechos comuns feitos no país. O chá, que antes era preparado numa sala à parte e servido à visita numa outra sala, passou a ser preparado diante do visitante. Foi criado todo um cerimonial para apreciação do chá num ambiente simples, mas de extremo bom gosto.

Sen-no-Rikyu foi o fundador da arte da cerimônia do chá da escola Senke e nasceu na cidade portuária de Sakai, em 1522. Seu antepassado foi Sen-ami, que serviu ao xogum Yoshimasa, oitavo da linhagem do clã Ashikaga. “Ami” era um título concedido aos sacerdotes com vasto conhecimento de diversas artes. Sen-ami mudou-se para a cidade de Sakai durante a Revolta de Ônin.

Rikyu nasceu em uma família de comerciantes abastados e desde cedo se interessou pela cerimônia do chá. Fez amizade com Imai Sôkyu (1520~1593) e Tsuda Sôtatsu (1504~1566), dois grandes mestres do chá e também grandes comerciantes.

Aos 49 anos, ele foi apresentado a Oda Nobunaga por Imai Sôkyu e a partir daí começou a sua ascensão social. Com grande sabedoria, ele conquistou importância cada vez maior para seu senhor, Nobunaga, e transformou a cerimônia do chá em um evento imprescindível em muitos acontecimentos sociais, elevando, conseqüentemente, o status de seus mestres. Após a morte de Nobunaga, Rikyu passou a servir a Hideyoshi, conquistando também a sua simpatia.

Nessa época, mesmo em campo de batalha, eram realizadas as cerimônias do chá. Assim, Sen-no-Rikyu acompanhou Hideyoshi em suas guerras contra Shimazu, em Kyushu, e no ataque ao castelo de Odawara, aproveitando para trocar conhecimentos com os comerciantes influentes da região e divulgar a cerimônia do chá.

Após unificar e dominar o Japão, para fazer saber o seu poder, Hideyoshi realizou um grande cha-kai, reunião para apreciar o chá, em 1587, comandado por Sen-no-Rikyu, com apoio de outros dois grandes mestres do chá, Imai Sôkyu e Tsuda Sôgyu, filho de Sôtatsu. Foram montados cerca de 800 lugares para realizar a cerimônia do chá no pátio do Templo Tenman-gu, contribuindo muito para aumentar o número de apreciadores dessa arte.

Rikyu tornou-se um homem muito influente. Tanto é que o senhor feudal cristão de Kyushu Ôtomo Sôrin escreveu numa das suas cartas: “os assuntos particulares de Hideyoshi devem ser tratados com Rikyu; e os oficiais, com Hidenaga, irmão mais novo de Hideyoshi”.

Apesar de ter se tornado um homem de confiança de Hideyoshi, Rikyu atraiu sua ira em 1590 e foi levado a praticar o seppuku (suicídio) no ano seguinte.

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