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Era Showa – parte 4
Tempo de reconstrução
Era Showa – parte 3
Tempo de reconstrução
Era Showa – parte 2
Bomba atômica
Era Showa – parte 1
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Era Taisho
“Política com correção”
Era Meiji – parte 6
As mulheres da Era Meiji
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Era Meiji – parte 4
Trabalho e sociedade
Era Meiji – parte 3
Coréia: muralha de proteção
Era Meiji – parte 2
O despertar da modernidade
Era Meiji – parte 1
O imperador assume o poder
Era Edo – Parte 7
Os revolucionários e a queda do xogunato Tokugawa
Era Edo – Parte 6
Popularização de algumas formas de arte
Era Edo – Parte 5
As três fases culturais
Era Edo – Parte 4
Os grandes impérios do Ocidente invadem o Oriente
Era Edo – Parte 3
Fome, revoltas e novas políticas
Era Edo – Parte 2
Proibição do cristianismo e fechamento dos portos
Era Edo – Parte 1
O início do isolamento japonês
Era Azuchi-Momoyama
– (Parte 4)

As mulheres que viveram na era das guerras
Era Azuchi-Momoyama
– (Parte 3)

Batalha de Sekigahara
Era Azuchi-Momoyama
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Nanban Bôeki
Era Azuchi-Momoyama
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O início da unificação japonesa
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Era Heian (Parte 1)
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Era Asuka: Um período importante para a arte e cultura
Tumbas: símbolos de poder
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Desenvolvimento japonês
A criação do mundo segundo a mitologia japonesa
O Alvorecer do Japão
Cronologia: As eras no Japão
• Era Meiji – Parte 6
As mulheres da Era Meiji

Itô Noe: batalhadora das causas feministas e trabalhistas

Fukuda Hideko: luta pelas classes oprimidas

Hiratsuka Raichô: uma das precursoras do movimento feminista

A instituição das leis de Diretrizes do Sistema Educacional de 1872 (ano 5 da Era Meiji), que permitiu a educação escolar a ambos os sexos indistintamente, teve um grande significado para o crescimento social das mulheres. Embora as mulheres tivessem uma participação mais ativa na sociedade desde antes, com a maior oportunidade de estudos, elas foram conquistando o seu espaço na sociedade.

Já no ano 4 da Era Meiji (1871), antes da instituição das leis de Diretrizes do Sistema Educacional, cinco garotas viajaram aos Estados Unidos, acompanhadas do influente político Iwakura Tomomi (1825~1883), para conhecer e absorver melhor a cultura ocidental. Dentre elas, Tsuda Umeko (1864~1929), na época da viagem aos EUA, contando apenas com 7 anos de idade, teve problemas de readaptação, quando da sua volta. Ela fundou uma escola de língua inglesa para moças em 1900 (ano 23 da Era Meiji), hoje, Universidade Feminina Tsuda-juku.

Muitos intelectuais da época, como Fukuzawa Yukichi, defendiam a igualdade social das mulheres. Porém, isso não foi a garantia para a elevação da posição social da mulher, pois as leis civis da Era Meiji eram de patriarcado absoluto.

Com o aumento de mulheres intelectualizadas e movimentos feministas, as mulheres foram conquistando o seu espaço, mas isso se limitava ao perímetro urbano. No campo, as mulheres ainda eram tratadas em termos desiguais.

Despertar da ideologia feminista

Com maior oportunidade de estudos nas escolas femininas, surgiram mulheres atuando em variadas áreas desde muito jovens, além daquelas que lutavam pela libertação da mulher do jugo masculino, como Fukuda Hideko (1865~1927) e Hiratsuka Raichô (1886~1971).

Fukuda Hideko passou por muitas provações, mas nunca abandonou seu ideal de buscar uma vida melhor para as classes oprimidas. Participou do movimento socialista, foi presa em 1884, ao tentar viajar à Coréia com um grupo que pretendia libertar o país do domínio chinês. Foi solta em fevereiro de 1889, graças à anistia concedida aos presos políticos, quando da promulgação da Constituição do Grande Império Japonês. Sem esmorecer, continuou sua luta fundando a revista Sekai Fujin (Mulher Universal), em 1907. Foi publicada até 1910, ano da sua proibição. Era uma mulher atraente, que despertou muitas paixões, acreditou em muitos homens, a maioria agitadores nos quais ela confiou como uma colega de luta por um mundo melhor, e foi traída várias vezes. Faleceu aos 63 anos, no dia 2 de maio de 1927.

Hiratsuka Raichô, uma das precursoras do movimento feminista do Japão, nasceu no ano 19 da Era Meiji (1886), viveu a Era Taisho e faleceu no ano 46 da Era Shôwa (1971), aos 86 anos sempre lutando pela igualdade social da mulher.

Nascida em Tóquio, Raichô estudou nas melhores escolas, cultivando os seus ideais liberais durante esse período. Fundou a revista Seitô (meia azul, provavelmente tirado do movimento feminista “bluestocking”), em 1911. Foi a primeira revista japonesa editada apenas por mulheres. Embora a revista tivesse como objetivo lançar novos talentos femininos, o veículo passou a abordar temas sociais e a divulgar ideais liberais do Ocidente. Por isso, a revista teve a sua publicação proibida diversas vezes, sendo cedida a Itô Noe (1895~1923) em janeiro de 1915, outra batalhadora das causas feministas e trabalhistas. Seitô foi suspensa em março de 1916 e nunca mais foi editada. Itô Noe foi assassinada junto com Ôsugi Sakae, um dos líderes anarquistas, com quem vivia.

 
Karayuki-san: mulheres que foram obrigadas a se prostituir no exterior

Dizem que o termo karayuki-san, mulheres que foram obrigadas a se prostituir no exterior, principalmente nos países do Sudeste Asiático, surgiu em Nagasaki, única cidade onde era permitido o desembarque e a estadia dos holandeses e chineses, durante a Era Edo. Esses estrangeiros eram obrigados a ficar confinados na área determinada pelo xogunato Tokugawa, onde as meretrizes tinham permissão de trânsito. Essa “visita” das meretrizes era chamada de karahito yuki, ou seja, visita a estrangeiros, que, com tempo, foi abreviado para karayuki-san. Aos poucos, karayuki-san passou a designar pessoas que saíam do país para trabalhar temporariamente no exterior. Porém, com o aumento crescente das mulheres que saíam do país enganadas por promessas de trabalhos melhores no exterior, ou mesmo vendidas pelos pais pobres aos cafetões, o termo passou a caracterizar as mulheres que tiveram de se prostituir no exterior.

As karayuki-san foram verdadeiras vítimas da pobreza, principalmente no campo. O número delas aumentou após a abertura dos portos, em fins da Era Edo, chegando a contar com 3.791 mulheres no ano 41 da Era Meiji (1908). Porém, esse é o número oficial. Na realidade, milhares de mulheres foram obrigadas a se prostituir durante mais de meio século, sofrendo atos desumanos no exterior. A maioria era composta por meninas de 14 e 15 anos, de famílias pobres que foram levadas para Sibéria, Manchúria, Coréia, Cingapura, Malásia, Tailândia, Nova Guiné, ilhas da Indonésia, e até mesmo aos países do continente americano e africano. Devido ao tratamento desumano dos donos dos prostíbulos, muitas faleciam entre 19 e 21 anos de idade. Poucas conseguiram sobreviver até completar 30 anos, ou ainda tiveram a sorte de se casar e abandonar a vida miserável.

Embora sofrendo privações, elas ainda mandavam dinheiro para os pais. Com esse dinheiro, alguns deles conseguiram comprar terras para lavrar ou construir uma casa nova. Talvez o único consolo dessas infelizes mulheres, ou seja, meninas, tenha sido o fato de contribuírem para dar uma vida melhor a seus familiares.

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