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Era Showa – parte 4
Tempo de reconstrução
Era Showa – parte 3
Tempo de reconstrução
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Bomba atômica
Era Showa – parte 1
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Era Taisho
“Política com correção”
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Os revolucionários e a queda do xogunato Tokugawa
Era Edo – Parte 6
Popularização de algumas formas de arte
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Era Edo – Parte 4
Os grandes impérios do Ocidente invadem o Oriente
Era Edo – Parte 3
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Era Edo – Parte 1
O início do isolamento japonês
Era Azuchi-Momoyama
– (Parte 4)

As mulheres que viveram na era das guerras
Era Azuchi-Momoyama
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Era Azuchi-Momoyama
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Nanban Bôeki
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A criação do mundo segundo a mitologia japonesa
O Alvorecer do Japão
Cronologia: As eras no Japão
• Era Taisho
“Política com correção” (1912–1926)
Lutas: em 1920, no Parque Ueno, houve a primeira comemoração do 1º de Maio, reunindo 5 mil pessoas, que votaram pela jornada de 8 horas

Imperador Taisho (à esq.) e o grande
terremoto de Kanto (acima): período agitado

Com o falecimento do imperador Meiji, em 30 de julho de 1912, o príncipe Yoshihito sobiu ao trono. O período de 15 anos que se sucedeu é chamado Taisho. Este nome foi extraído do Ekikyoo (um dos Cinco Clássicos do Confucionismo) contendo o significado: “O Céu aceitará as palavras do povo e a política será conduzida com correção”.

A 1ª Guerra Mundial e o Japão

Tendo como estopim o assassinato do arquiduque Ferdinando da Áustria, teve início a guerra envolvendo o Império austro-húngaro e a Alemanha contra os países aliados. No início, os combates lembravam batalhas medievais envolvendo cavalarias e soldados empunhando armas, mas, posteriormente, exércitos de ambos os lados passaram a utilizar armamentos modernos como aviões, tanques, submarinos e até mesmo gases venenosos.

O Japão, por ser aliado da Inglaterra, envolveu-se na guerra, tomando, em primeiro lugar, Ching Tao, que era uma colônia alemã, e as ilhas dos mares do sul, que se tornariam ponto de apoio para seu avanço em direção à China. Em 1915, fez a exigência de 21 cláusulas à República chinesa, forçando-a a aceitá-las. Elas envolviam a alienação de direitos e interesses estabelecidos pela Alemanha, ampliando os direitos japoneses sobre o território chinês. Tendo como motor o grande crescimento das exportações para a Europa – nos setores de construção naval, têxteis, aço e ferro – durante o período da 1ª Guerra, a situação econômica tornou-se extremamente favorável, e o Japão foi incluído entre as cinco maiores economias mundiais, transformando-se numa potência imperialista. A indústria de construção naval desenvolveu-se pela escassez mundial de navios para o transporte de materiais de guerra, alcançando o Japão a terceira posição nesse setor, atrás da Inglaterra e dos EUA. Em 1920, foi criada a Liga das Nações, da qual o Japão também fez parte, proposta pelo presidente americano Woodrow Wilson, que tinha como objetivo a paz mundial. Entre 1921 e 1922, realizou-se a Conferência de desarmamento de Washington, com a participação de EUA, Inglaterra, França, Japão, entre outros, que firmaram o Tratado das Nove Potências, o qual incluía a não invasão da China.

A democracia Taisho

Aconteciam, entre o período após o final da Guerra Russo–Japonesa (1904–1905) e o final da Era Taisho (1912–1926), pequenos movimentos de luta pela democracia. Esse período é chamado de Taisho democracy. Porém, a realidade foi marcada por vários conflitos entre empresas e operários, que aumentaram com o desenvolvimento industrial gerado pela guerra. Em 1920, realizou-se, no Parque Ueno, a primeira comemoração do Primeiro de Maio, reunindo 5 mil pessoas, que votaram pela jornada de 8 horas. Por outro lado, na zona rural ocorriam também conflitos entre os grandes proprietários de terra e os pequenos lavradores que trabalhavam em terras arrendadas, os quais se revoltavam com os pesados impostos. A população sofria com a alta repentina do preço do arroz, cujos estoques eram detidos pelos grandes comerciantes, gerando tumultos em vários lugares. Esses movimentos se alastraram por todo o país, tendo sido iniciados em 1918, por donas de casa da província de Toyama que pediam a redução do preço do arroz. Por essa razão, derrubou-se o governo militar, tornando-se primeiro-ministro o presidente do partido Seiyukai, Takashi Hara, que conquistou a maioria dos votos dos deputados. Formou-se, então, o primeiro governo partidário.

Repressão ideológica

Desde a Era Meiji (1868–1912), o governo tomava medidas coercitivas em relação aos movimentos pelos direitos civis, proibindo reuniões e censurando jornais e semanários, mas com o surgimento, na segunda metade da Era Meiji, dos movimentos socialistas, a repressão mudou o seu alvo. Em 1917, estabeleceu-se o governo socialista soviético e, em 1922, o Partido Comunista Japonês formou-se na ilegalidade. Temendo a infiltração do comunismo, o governo instituiu, em 1925, a Lei de Segurança Pública, que penalizava os que criticavam o sistema, ou que não reconheciam o sistema de propriedade privada. Em 1922, os burakumin (grupos de pessoas discriminadas, desde a época feudal, por preconceitos não explícitos), criaram uma associação denominada Zenkoku suiheisha, buscando a igualdade.

O terremoto de Kanto

Em 1º de setembro de 1923, ocorreu um terremoto de 7 graus na região de Kanto (Tóquio e províncias vizinhas). Os danos foram grandes, especialmente em Tóquio e Yokohama. Foram 140 mil mortos e desaparecidos, 700 mil residências destruídas, chegando a 3,4 milhões o número de vítimas do desastre em toda a região de Kanto. Houve ainda o assassinato de muitos socialistas e coreanos, em função de boatos sobre desordens que supostamente teriam sido provocadas por eles.

Antes que a sociedade pudesse se recuperar, muitos bancos foram à falência por causa da crise econômica. O medo provocado pela crise de 1927 marcou o início da ascensão do exército, que levaria o país à Guerra da Manchúria e à passagem para um período militaristaaté 1945, com o envolvimento na Segunda Guerra Mundial.

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